Domingo, 3 de Maio de 2009

tomo café e fumo cigarros enquanto penso
em cabelos negros de senhoras da noite
do passado em ruínas e do passado inacabado
e ouço música como se as palavras não fossem necessárias
como cheguei até aqui penso
como fui capaz de ceder ao grito enorme do poema
e pousar a caneta deixar cair a alma
é necessário um firmamento de absinto para crer
e ser capaz de me entregar ao poema
com a vergonha de um filho que fugiu de casa e esqueceu e regressou
não escreverei nada de novo porque tudo continua na mesma
sou ainda o mesmo poeta de mágoa e saudade
aquele que escreve de cabelos negros
e do porquê da poesia
não sei nada
nunca saberei nada
não posso querer saber nada
à parte isso tenho em mim todas as dúvidas do mundo

3 comentários:

Patrícia disse...

como sempre, uma escrita fantástica.

Anónimo disse...

BOA TARDE,
ESTE POST VAI SER INTEGRADO NUMA RÚBRICA DO RÁDIO CLUBE PORTUGUÊS QUE SE CHAMA "O MEU DIÁRIO É UM BLOG" - VAI PASSAR DE DOMINGO PARA SEGUNDA NO PROGRAMA "POSTO DE ESCUTA" - ÀS 3H30 DA MANHÃ.
TODOS OS DIREITOS DE AUTOR SERÃO RESPEITADOS E SERÁ CITADO O BLOG E O AUTOR.
OBRIGADO PELA COMPREENSÃO E BOA ESCRITA.
FILIPE FANGUEIRO

PARA MAIS INFORMAÇÕES: filipefangueiro@mcr.iol.pt

Anónimo disse...

PEÇO DESCULPA... MAS ESTE TEXTO VAI PASSAR DE SEGUNDA PARA TERÇA (DE HOJE PARA AMANHA) ENTRE AS 3H E AS 4H DA MANHA.

OBRIGADO