Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

sente as palavras perdidas
os idiomas do passado

que mostram os olhos quando dormimos?

noite de esquecimento
o ar é pesado
e feito de memórias

onde foi que morri?

não imagino momento mais triste
que este
feito de beijos que ficaram para trás

não me lembro
dos poemas que escrevi
das palavras
que foram possíveis

tudo é absurdo nesta hora de solidão

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